Fluxo de caixa – Efeitos Covid

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Podcast: SOB CONTROLE / Episódio 2 – Fluxo de Caixa:

Já estamos vendo o impacto do Covid-19 em nossas empresas, infelizmente. Seja no fechamento das portas de empresas tradicionais, seja na perda de clientes nas empresas digitais, todos seremos impactados. Está tudo conectado.

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No podcast de hoje, vamos falar sobre uma ferramenta que pode ter um caráter preditivo, e é responsável por demonstrar as entradas e saídas financeiras do negócio: o fluxo de caixa. É um dos recursos mais importantes para qualquer gestão financeira de qualidade, pois oferece uma visão mais clara ao gestor da empresa, do que pode acontecer mais para a frente, fazendo comparações entre o fluxo previsto e o efetivamente realizado.

Para ilustrar: Exemplo simples do efeito da crise no Fluxo de caixa:

Uma empresa fatura 100 com uma margem do produto 30%, o que significa que ela lucra 30. Fora isso, tem ainda 20 reais de custos fixo fazendo com que o lucro final seja de 10.

Com a crise a receita caiu 50%, então ela passa a faturar 50 com lucro de produto de 15, o que é menos do que os seus custos fixos de 20.

Obs: Não se esqueça que algumas reduções de custos de longo prazo tem custo alto no curto prazo como é o caso de demissões.

Quais são as áreas que sugerimos cortar:

Não há uma ciência exata, pois o que é dispensável facilmente nem deveria esperar a crise para ser executada. (Apesar de que em alguns casos acabam por  acelerar cortes que estavam planejados).

A maioria dos Custos fixos não podem ser cortados rapidamente. Como por exemplo o aluguel, a dica é ser honesto e assumir a dificuldade, tentar negociar, postergar ou diminuir o valor.

Dica importante: Um outro modo é diferir o valor, pedindo para pagar parcelas menores agora para compensar no futuro.

Obs: Lembrando que mudança de estrutura na maioria dos casos tem um custo alto da mudança.

E se eu não conseguir negociar?

Caso não consiga negociar ou postergar os valores, existe uma saída através de um modo legal que seria usar o Artigo 393 do código civil. Pois ele permite postergar pagamentos, devido a uma “força maior”

Existem ações do governo?

O Governo já lançou várias medidas e tem outras no caminho. As principais até o momento são: 

  1. Empresas que estão no Simples terão diferimento, parcelamento da dívida ativa por prazos mais longos (diluindo o efeito no fluxo de caixa) 
  2. Parcelamento de débitos da dívida ativa.

Obs: A dica é abrir conta na Caixa Econômica Federal que deverá centralizar as ações.

E sobre lucro presumido?

Sobre lucro real e presumido, ainda não há nada concreto como redução de multa e juros.

Se não tiver opção, vale a pena postergar impostos?

Em alguns casos, é indicado ´postergar os Impostos como “investimento”, pois ele tem um custo menor que outras dívidas como o cheque especial.

Importante: Postergar não é crime pois está assumindo que deve e vai pagar, o que é ilegal é sonegar. Existe uma portaria de 2012 que permite postergar impostos em casos de “força maior”.

Vale a pena investir agora?

Não aconselhamos fazer grandes investimentos agora, pois não temos ideia ainda de qual o tamanho e duração da crise, o que afeta o cálculo de retorno dos investimentos.

E o Marketing?

Marketing é uma ferramenta de aumento de receita, apesar de ser fácil e rápido de cortar vale lembrar que este corte pode fazer com que a receita caia ainda mais.

Entretanto, todo o investimento de marketing depende do seu custo de aquisição (CAC) e o valor do cliente (LTV), um dos grandes problema da crise é o que o custo de aquisição de cliente tende a piorar já que as pessoas ficam mais restritivas a compras, especialmente de supérfluos, mas se você tiver um produto essencial ou que não seja afetado pela crise vale até aumentar o investimento.

Quando pegar empréstimo vale a pena?

Depende de cada empresa e como ela se preparou para este momento. Se o produto for bom e tiver um futuro claro, vale a pena se endividar para sobreviver. Mas se ainda tiver dúvida sobre o futuro do projeto, esse pode ser um momento de reavaliar e até desistir.

Pessoas e empresas não se preparam para crises. Não temos a cultura de fazer reservas de caixa, essenciais para enfrentarmos momentos como esse.

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