Telecom

As telcos comeram bola e agora correm atrás do prejuízo

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Texto de Pyr Marcondes, Senior Partner da Pipeline Capital Tech.

Tenho sido o chato de galocha perturbando a vida das empresas de telecom com artigos (que suponho ninguém do ramo leia) que sempre apontaram – e continuarão apontando – para o fato delas terem comido – e continuarem comendo – uma bola gigante por não terem liderado a revolução da produção e distribuição de conteúdo, anabolizada pelo modelo de negócios baseado em assinaturas, dados, publicidade e commerce. O jogo era delas faz mais de década. Mas elas entraram em campo tardiamente. Agora, correm atrás do prejuízo.

Por mais que tenham investido pesado no coração do seu negócio, que é indubitavelmente capex intensive, puxando redes e fios e postes pra todo lado, não conseguiram criar valor para a indústria como um todo. Isso entre outras comidas de bola mais.

Para dar algum suporte técnico àquilo que acho por pura observação e tinhosice, divido aqui com você um estudo excelente da McKinsey sobre o tema.

Já na abertura, a McKinsey manda lá: “Apesar dos enormes investimentos de capital feitos pelas operadoras para acompanhar as ondas sucessivas de novas tecnologias na última década, seu negócio principal tornou-se cada vez mais comoditizado e o crescimento diminuiu. Em vez disso, a maior parte do valor criado no setor foi capturado pelos chamados players de ponta – aqueles que fabricam aparelhos, desenvolvem aplicativos, criam infraestrutura ou fornecem streaming ou outros serviços digitais. 

A diferença de desempenho com as grandes empresas de streaming e serviços digitais, como Netflix, Amazon, Facebook e Apple, é particularmente ampla, seja medida por receita, ganhos ou capitalização de mercado.”

O estudo mostra ainda que, como comentei, as telcos resolveram se mexer de algum tempo para cá, embora ainda não com o sucesso desejado. E que o valor não está mais, nem estará, no seu core, mas em todas as promissoras adjacências a ele. De novo… conteúdo, dados, publicidade e commerce.

Bom, para eu não ficar aqui me repetindo, leia o estudo da McKinsey, que você faz melhor da vida.

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