Fusões e aquisições no Brasil podem alcançar US$ 4,7 trilhões em 2022

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As transações de M&A bateram recorde no primeiro semestre deste ano, segundo levantamentos da PwC e da Bain.

O volume de fusões e aquisições (M&A) no Brasil foi recorde nos primeiros seis meses de 2022. Esse movimento pode continuar até o fim do ano, segundo uma pesquisa da consultoria PwC. E, de acordo com um levantamento da Bain & Company, as M&As podem movimentar US$ 4,7 trilhões (R$ 24,5 trilhões) até dezembro.

 

Embora isso represente um declínio de 20% em relação aos US$ 5,9 trilhões de 2021, se confirmado, será o segundo melhor ano para negociações já registrado. Essa estimativa se baseia na recuperação da atividade econômica nos últimos meses.

 

No primeiro trimestre de 2022, o valor dos negócios totalizou US$ 599 bilhões, uma queda acentuada em relação aos US$ 970 bilhões do quarto trimestre do ano passado. Já o segundo trimestre deste ano registrou uma grande recuperação, com as fusões e aquisições movimentando US$ 702 bilhões em abril e maio.

 

No entanto, a volatilidade segue no radar, devido à alta dos juros nos Estados Unidos e na Europa, à inflação global e aos problemas na cadeia de suprimentos, que foram acirrados pela guerra na Ucrânia e por outras tensões geopolíticas.

 

Com essas turbulências, é comum que os empresários e executivos sejam mais conservadores na hora de negociar. Porém, os entrevistados pela Bain relembraram que os maiores negócios são fechados durante períodos de turbulência e tensão. O levantamento revela que as companhias que superam as recessões aumentam em 14% seu Ebit (sigla em inglês para lucro antes dos juros e tributos) nos 13 anos após uma desaceleração.

 

É possível identificar grandes oportunidades para fusões e aquisições, uma vez que empresas em todo o mundo continuam apresentando fluxos de caixa e balanços robustos.

 

“Por isso, as empresas que desejam crescer devem revisar suas políticas de M&A e considerar esse novo cenário, para que os executivos tenham uma visão clara de todos os resultados em potencial”, segundo o relatório da Bain. “Apesar da turbulência, esses são tempos em que muitos setores serão moldados para os próximos anos.”

 

Tecnologia lidera as M&As

Com 807 transações no geral, o setor que lidera as fusões e aquisições é o de tecnologia, seguindo uma tendência de longo prazo. Esse setor liderou a pesquisa da PwC nos últimos dez anos.

Em seguida aparecem os serviços em geral com destaque para empresas financeiras e de saúde, como serviços médicos e planos de saúde. Também estão aquecidos os setores de educação, agronegócio e alimentos e bebidas.

 

O panorama no Brasil

Segundo a PwC, as operações de M&A no Brasil seguem sendo fechadas majoritariamente entre empresas brasileiras. Apesar de o percentual de 2022 ter caído para 78% ante os 83% de 2021, o capital nacional segue representando mais de três em cada quatro reais transacionados. A justificativa é o conhecimento do mercado local e a necessidade de movimentação estratégica das empresas brasileiras, além da busca por eficiência operacional e por soluções tecnológicas.

 

Os investidores internacionais que mais investem no Brasil são fundos e empresas norte-americanas. Em seguida estão os investidores europeus, com foco em setores como energia, produtos industriais, tecnologia e outros.

Na sequência estão as empresas da Ásia, que buscam principalmente commodities, alimentos, serviços e tecnologia.

Por que empresas fazem M&A?

Segundo a PwC, as empresas realizam fusões e aquisições por vários motivos. Os principais são adotar estratégias para gerar valor e tornar viáveis projetos de expansão, além de fornecer saída para os vendedores.

Além desses motivos, as justificativas para uma fusão ou aquisição podem ser:

 

  • Realização do investimento pessoal dos sócios
  • Falta de sucessão nos negócios
  • Dificuldades financeiras
  • Resolução de disputas societárias
  • Do ponto de vista do comprador, as justificativas são eliminação de concorrência, aumento do market share, incorporação de novas tecnologias e aumento do portfólio de produtos e serviços, além de entrada em novos mercados e ganhos de sinergia.

Texto originalmente publicado pela Forbes.

 

 

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