Interesse por IPO no Brasil cresce na pandemia

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Neste ano, 84 empresas já fizeram registro na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), com o objetivo de acessar dinheiro mais barato

            O número de transações de IPO, sigla em inglês para Oferta Pública Inicial, tem aumentado no Brasil em 2020. A quantidade de empresas na fila para estrear na B3, a bolsa de valores paulista, está em torno de 84 companhias até o momento, de acordo com os dados mais recentes da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Os números mostram que entrar no mercado de capitais tem sido o desejo de muitas empresas brasileiras.

            Uma das motivações é o acesso de capital para expandir o negócio. A outra é liquidez nos investimentos. Mas há quem também procure o mercado de capitais em busca de custos menores de empréstimo e a possibilidade de usar suas próprias ações em uma eventual fusão ou aquisição. Pelo menos, essas são as razões listadas por Flávio Jansen, pioneiro do e-commerce no Brasil e um dos fundadores do Submarino, que levam uma empresa a realizar um IPO.

            Jansen esteve presente de forma direta no IPO da Locaweb, empresa brasileira de hospedagem de sites, realizada em fevereiro de 2020. Ele conta que para acessar o mercado de capitais uma companhia precisa estar com a casa em ordem. Trocando em miúdos, é necessário que os números financeiros e a parte jurídica da empresa estejam organizados. A companhia precisa ter também uma boa governança, além de possuir o tamanho exigido. “A bolsa de valores exige que a empresa, após oferta inicial de ação, tenha em torno de 1 bilhão de reais de valor no mercado para que seja negociado. E isso são poucas empresas que alcançam”, afirma o executivo.

            Tendo como exemplo a Locaweb, o executivo conta que a primeira vez que a empresa pensou em fazer um IPO foi em 2007. Porém, segundo ele, a empresa não estava bem preparada. Somente em 2010, com a entrada de um fundo de investimentos, foi que a empresa começou a preparação para acessar o mercado de capitais.

            O executivo destaca que é exatamente na questão do tamanho da oferta em que surgem dificuldades para que empresas do setor de tecnologia, como a Locaweb, possam acessar o mercado de capitais. O motivo, segundo ele, é que o próprio mercado não era tão grande nesse período.

            Flávio Jansen, que também participou do IPO da Submarino em 2005, uma das primeiras empresas de tecnologia brasileira a entrar no mercado de capitais, diz que demorou algum tempo para que as companhias de tecnologia realizassem a oferta pública de ações. Porém, ele acredita que esse cenário está se modificando. “Desde 2012, 2014 você começa a ver muitas empresas que começam a ter um tamanho muito grande nesse mercado digital, de internet e de tecnologia. Então, vai ser cada vez mais comum você ver IPOs de empresas de tecnologia”, conta.

Esse crescimento, segundo o executivo, está ligado ao próprio crescimento do setor. “Esse crescimento de IPOs em empresas de tecnologia tem a ver com o crescimento do segmento que a gente está. É um segmento em franca expansão”, explica.E complementa: “o investidor quer ativos que sejam mais relacionados a economia digital, que sejam 100% economia digital ou que tenha uma parte de economia digital que seja relevante no seu negócio”.

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Felipe Wasserman

Felipe Wasserman

20 anos de experiência profissional com foco em gestão de marketing e M&A para o segmento de varejo com atuação em modelo de negócios online e off-line.
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